Homenagem ao artista Ivald Granato

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Homenagem ao artista Ivald Granato

O artista plástico Ivald Granato morreu na madrugada do domingo, 3 de julho de 2016, em São Paulo após se sentir indisposto ao longo do dia. Ele morreu durante o sono. Foi enterrado em São Paulo.Nascido Campos (RJ), em 1949, Granato estudou pintura com Robert Newman em 1966.

No ano seguinte, ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Foi com desenhos e traços repletos de traços autobiográficos, como “Auto-Retrato no Quadro” (1973), que Granato despontou na cena artística brasileira.

Por duas vezes, em 1979 e 1982, recebeu o prêmio de melhor desenhista do ano da Associação Paulista dos Críticas de Arte (APCA).

Apesar de ter surgido como pintor, ele despontou mesmo foi com as performances e passou a fazer a partir de 1970.

Granato foi um dos pioneiros no mundo da arte performática que mesclavam recursos fotográficos, cinematográficos a elementos sensoriais e táteis. Seu trabalho o coloca ao lado de Hélio Oiticica (1937-1980) e Lygia Pape (1927-2004).

Em uma delas, chamado de “Mitos Vadios”, levou para um estacionamento da Rua Augusta uma exposição de obras em 1978.

Ao lado dele estavam Hélio Oiticica, Claudio Tozzi e Ana Maria Maiolino.

A partir da década de 1980, entra para a Banda Performática, liderada pelo artista José Roberto Aguillar.

As apresentações não trazia apenas música, também havia pintura, teatro e elementos circenses.

Nos últimos anos, o artista se dedicou mais a pintura e a organizar sua própria obra.

O resultado deste trabalho meticuloso e delicado poderá ser visto em breve no livro “Ivald Granato – Registro – Arte Performance”, um catálogo luxuoso com os marcos de sua obra, que deu origem a uma exposição de mesmo nome, com acervo documental de seu trabalho nas décadas de 1970 e 1980.

Durante quatro décadas, recebeu vários prêmios, entre eles o de Melhor Ilustrador do ano (1990), da Editora Abril, e o Prêmio aquisição na Trienal de Osaka (1990), Japão, além do Prêmio Jabuti, como melhor capa de livro-processo de “Criação – Darlene Dalto 1993” .

Seu trabalho plural faz parte de coleções do Museu de Arte do Rio de Janeiro, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museum Ludwig, na Alemanha, e Le Coq, na Espanha.

A mostra, inaugurada no dia 29 de junho na Caixa Cultural de Brasília, está em cartaz até setembro de 2016.

 

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