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Renoir: Pai e Filho, Pintura e Cinema | Filadélfia | EUA

Renoir: Pai e Filho, Pintura e Cinema | Filadélfia | EUA

Orson Welles descreveu o cineasta Jean Renoir (1894–1979), filho do renomado pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir, como “o maior de todos os diretores”.

Esta exposição visa retratar os capítulos das produções de Jean através de um diálogo rico e fascinante entre pai e filho. Se a prática artística e o universo criativo de Pierre-Auguste Renoir influenciaram a arte de Jean, os filmes de Jean lançaram luz sobre as pinturas de seu pai.

Focando nos temas centrais das obras de Jean, como sua visão e recriação de Paris, a exposição examina seu caminho para se tornar um proeminente cineasta internacional, reunindo pinturas, desenhos, filmes, figurinos e fotos – assim como as cerâmicas realizadas antes de seguir para o cinema.

A Fundação Barnes, com sua coleção de cerâmica Jean Renoir, além de 181 obras de Pierre-Auguste Renoir, fornece um cenário pungente para explorar esta complexa e frutífera relação entre pintura e cinema.

Esta exposição tem curadoria de Sylvie Patry, Curadora Chefe e Diretora Adjunta de Assuntos Curatoriais e Coleções no Musée d’Orsay, Paris, e Curadora Consultora na Barnes. A exposição é organizada pela Fundação Barnes, Filadélfia, e os Musées d’Orsay e de l’Orangerie, Paris, em colaboração com a Cinémathèque Française, Paris.

Jean Renoir
Jean Renoir nasceu em Paris em 15 de setembro de 1894. Segundo filho do pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir e de Aline Charigot.

Quando menino, Jean Renoir não tinha uma relação próxima com o pai. Enquanto seu pai estava trabalhando fora de casa, ele e seus irmãos recebiam os cuidados da mãe e dos empregados domésticos. Pierre-Auguste Renoir era conhecido não como “Papa”, mas como “Patrono”, ou “o chefe” – o mesmo apelido que Rivette e outros diretores da de cinema mais tarde aplicariam a seu filho.

Atuou como cineasta, roteirista, ator, produtor e autor. Como diretor de cinema e ator, realizou filmes tanto para o cinema mudo como falado, até o final da década de 1960.

Seus filmes La Grande Illusion (1937), um sensível relato sobre as condições de vida dos prisioneiros franceses e seus captores alemães durante a I Guerra Mundial, e A Regra do Jogo (1939), sua crítica ferrenha a corrupção da sociedade francesa camuflada de comédia de costumes tem uma tumultuosa história, são citados pelos críticos como os maiores filmes já feitos.

A maioria dos seus filmes pertence à escola do realismo poético francês, e marcaram profundamente o cinema francês entre 1930 e 1950, tendo aberto a porta à nouvelle vague.

Entre as inúmeras honrarias acumuladas durante sua vida, ele recebeu o prêmio Lifetime Achievement Academy em 1975 por sua contribuição à indústria cinematográfica.

Faleceu em Beverly Hills, na Califórnia, em 12 de fevereiro de 1979. Foi sepultado ao lado da família em Essoyes, na França.

Barnes Foundation. 2025 Benjamin Franklin Parkway – Filadélfia – EUA. Aberto quarta a segunda, das 11h às 17h. Até 03/09/18.

Fique atento! O horário pode sofrer modificação. Consulte o site oficial da instituição.

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