Autor: Simone Martins

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Uma Dança para a Música do Tempo, Nicolas Poussin

Uma Dança para a Música do Tempo, Nicolas Poussin

Este pequeno, mas precioso, quadro de Poussin foi encontrado pelo cardeal Giulio Rospigliosi, que depois se tornou o papa Clemente IX. Filósofo e dramaturgo, era um colecionador que admirava o trabalho de Poussin. O quadro apresenta uma mensagem intelectual, ou um quebra-cabeça, e é um tratado de miniatura sobre o tempo, o destino e a condição humana, apelando mais para razão Continue Lendo

Um anjo que atende o celular na Holanda

Um anjo que atende o celular na Holanda

Iniciada no século 14 e concluída no século 16, a catedral gótica de ‘s-Hertogenbosch era, na época de Bosch, um dos mais majestosos edifícios do Brabante Setentrional e um dos maiores orgulhos da cidade, cuja vida girava em torno de dois eixos: o comércio de tecido e a Igreja. Continue Lendo

Madona com o Menino, Luis de Morales

Madona com o Menino, Luis de Morales

O quadro representa uma imagem característica do pintor, conhecido entre os seus contemporâneos pela expressividade psicológica das suas personagens sagradas, envoltas num clima de tão intensa devoção e piedade religiosa que foi conhecido como “el Divino”. Continue Lendo

O Julgamento de Páris, Peter Paul Rubens

O Julgamento de Páris, Peter Paul Rubens

Dentre todos os temas mitológicos, tratados pelos artistas, aquele que gozou de maior popularidade foi, sem dúvida, o episódio das três deusas em competição para a conquista da superioridade da beleza. Juno, Minerva e Vênus dirigem-se a Páris, príncipe troiano e pastor, para saberem qual dentre elas é a mais bela: a oferta da maçã de ouro, também chamada “pomo da discórdia”, a Vênus Continue Lendo

Arte Primitivista ou Naïf

Arte Primitivista ou Naïf

Arte Primitivista ou Naïf (palavra de origem francesa, cujo significado é ingênuo) é um estilo artístico que não segue as regras tradicionais de representação de imagens. Geralmente os artistas primitivistas são autodidatas, isto é, aprendem sozinhos, e criam seu próprio estilo e os recursos técnicos com que trabalham. Continue Lendo

Banhistas em Asnières, Georges Seurat

Banhistas em Asnières, Georges Seurat

A cena de trabalhadores e de rapezes tomando banho no rio Sena, perto de Clichy (onde no horizonte se veem fábricas e chaminés), é a primeira prova do gosto pelo monumental, que Seurat exibirá daí a pouco na célebre e vasta tela Uma Tarde de Domingo no Grande Jatte, hoje no Art Institute de Chicago. Na verdade, aquela ilha é a faixa de terra que se vê na extremidade direita. Continue Lendo

O Pentecostes, El Greco

O Pentecostes, El Greco

No início do século 17, as composições adquirem maior verticalidade, quase que uma deformação irreal, tomadas por tensões místicas palpitantes e por luzes fosforescentes. Este quadro, que, segundo alguns estudiosos, terá sido pintado na última década de atividade de El Greco, falecido em Toledo em 1614, é característico das suas últimas produções e representa, por isso mesmo, um Continue Lendo

A Crucificação, El Greco

A Crucificação, El Greco

A intensa e patética comoção de algumas das obras sacras de El Greco é como que um timbre dolorido que parece vibrar do interior da tela e reverberar até o observador. Na última fase da sua carreira, já longe das influências do classicismo italiano e mais livre depois de ter consolidado a sua fama, o pintor expressou a inspiração mística que emergia do seu espírito. Continue Lendo

O Batismo de Cristo, El Greco

O Batismo de Cristo, El Greco

O formato preferido pelo pintor para as grandes composições sacras é um retângulo alongado com uma altura que é mais que o dobro da base. Esta proporção facilita a verticalidade das figuras e coloca as cenas em dois níveis sobrepostos. Na parte de baixo, as figuras têm uma maior corporização terrena, enquanto na parte mais alta, reservada às aparições divinas e aos coros angelicais, a Continue Lendo