Frida Kahlo

Frida Kahlo

Filha de pai alemão e mãe espanhola, Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón, mais conhecida por seu pseudônimo artístico, Frida Kahlo, nasceu no dia 06 de julho de 1907, na vila de Coyoacán, próxima à cidade do México.

Frida teve uma vida marcada por doenças: com seis anos de idade contrai poliomielite, que lhe deixa uma sequela no pé.

Com 18 anos sofre um grave acidente de ônibus, momento trágico, mas foi durante o período em que esteve se recuperando que surgiu a pintora.

Frida levou vários meses para se recuperar. Ao todo foram necessárias 35 cirurgias e mesmo depois da recuperação ela teria complicações por causa do acidente pelo resto de sua vida chegando a relatar: “E a sensação nunca mais me deixou, de que meu corpo carrega em si todas as chagas do mundo.”

Sua mãe colocou um espelho sobre sua cama e um cavalete adaptado para que ela pudesse pintar deitada e Frida fez seu primeiro autorretrato dedicado a Alejandro Gómez Arias, seu noivo, que a havia abandonado: “Autorretrato em um vestido de veludo”.

Pintou vários autorretratos, 55 ao todo, que representam um terço de toda sua obra, ela justificava dizendo: “Pinto a mim mesma porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor”.

Sua formação realizou-se na “Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México”.

Em 1928, filiou-se ao Partido Comunista Mexicano no qual conheceu seu futuro marido e grande muralista mexicano, Diego Rivera.

No ano seguinte, quando tinha 22 anos, Frida e Diego casam-se e vão viver na casa onde Frida nasceu, que depois de sua morte, transformou-se num Museu chamado de “Casa Azul” repleto de objetos, documentos, fotos, livros e vestuário da artista.

Em 1930 Frida engravida e sofre seu primeiro aborto ficando muito abalada pela impossibilidade de levar adiante uma gravidez devido a seu estado de saúde delicado.

No mesmo ano, já tendo recuperado sua mobilidade, porém com limitações e tendo que usar frequentemente um colete de gesso, Frida acompanha Diego em suas viagens aos Estados Unidos revelando seu talento para o resto do mundo e encantando a todos com seu jeito irreverente e único.

Em 1932 ela sofre seu segundo aborto sendo hospitalizada em Detroit (Estados Unidos), e sua mãe morre de câncer no dia 15 de setembro do mesmo ano.

Em 1934 o casal está de volta ao México, mas Frida sofre novo aborto e tem os dedos do pé direito amputados. O relacionamento com Rivera piora e ele começa a traí-la com sua irmã mais nova Cristina.

No ano seguinte Frida e Rivera se separam e Frida conhece o escultor Isamu Noguchi com tem um caso, mas logo ela e Rivera se reconciliam e voltam a morar juntos no México.

Em 1936 novas cirurgias no pé além de persistentes dores de coluna, um problema de úlcera, anorexia e ansiedade.

Em 1937, Frida conhece Leon Trotski que se refugia em sua casa em Coyoacan junto com a esposa Natalia Sedova. Trotski foi seu mais famoso caso de amor.

O casal se separa dez anos depois do casamento, em 1939. Nas palavras de Frida: “Diego, houve dois grandes acidentes na minha vida: o bonde e você. Você sem dúvida foi o pior deles”

Em agosto de 1953 ela tem sua perna amputada na altura do joelho devido a uma gangrena. Sobre mais esse duro golpe Frida escreve em seu diário:
”Amputaram-me a perna há 6 meses, deram-me séculos de tortura e há momentos em que quase perco a razão. Continuo a querer me matar. O Diego é que me impede de o fazer, pois a minha vaidade faz-me pensar que sentiria a minha falta. Ele disse-me isso e eu acreditei. Mas nunca sofri tanto em toda a minha vida. Vou esperar mais um pouco”.

No mesmo diário ela também desenhara uma coluna cercada por espinhos com a legenda: “Pés, para que os quero se tenho asas para voar.” Revelando a ambiguidade de seus sentimentos com relação a todo seu sofrimento.

Decorrente de uma grave pneumonia ou embolia pulmonar, embora muitos acreditam no suicídio, Frida morreu no dia 13 de julho de 1954, aos 47 anos. No diário da artista, foi encontrada a seguinte frase: “Espero alegre a minha partida – e espero não retornar nunca mais.”

Durante toda sua vida, o trabalho de Frida foi reconhecido mundialmente e expôs sua obra em alguns museus: Julien Levy Gallery, em Nova York (1938); Galerie Renou et Colle, em París (1939); Galería de Arte Mexicano de Inés Amor, na Cidade do México (1940); Galería de Arte Contemporáneo de Lola Álvarez Bravo(1953).

Frida foi a primeira pintora mexicana a ter um de seus quadros expostos no Museu do Louvre, mas foi apenas em 1953, um ano antes de sua morte, que ela consegue realizar uma exposição de suas obras na Cidade do México.

As obras de Frida Kahlo tem um estilo próprio, com o uso de cores fortes e carregadas de símbolos do folclore e cultura popular, porém acima de tudo Frida expressou a sua própria dor e a sua identidade mexicana na sua arte.

André Breton e Salvador Dalí classificaram a obra de Frida Kahlo como Surrealista, mas a artista, que não considerava suas obras surrealistas declara: “Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade”.

Estão refletidos em seu trabalho diversos momentos de sua vida. Segundo ela: “Pintar completou minha vida. Perdi três filhos e uma série de outras coisas, que teriam preenchido minha vida pavorosa. Minha pintura tomou o lugar de tudo isso. Creio que trabalhar é o melhor”.

Em seu diário, publicado em 1995 e traduzido para diversas línguas, e em sua autobiografia publicada em 1953, Frida deixou registradas suas dores e sobretudo suas frustrações pela infidelidade do marido, por quem era extremamente apaixonada, e pela impossibilidade de ter filhos.

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