Man Ray

Man Ray

Emanuel Rudzirsky conhecido pelo seu pseudônimo Man Ray nasceu em 27 de agosto de 1890 na Filadélfia. Foi pintor e fotógrafo e um dos nomes mais importantes do movimento da década de 1920, responsável por inovações artísticas na fotografia, agredindo através da sua arte a sociedade.

A pintura, seu primeiro quadro (1913) é cubista, assim como  cinema, quatro curta-metragens produzidos na década de 40, sempre andaram a reboque da grande paixão que Man Ray tinha pela fotografia. Era um experimentalista por excelência. Trancava-se horas a fio no laboratório fotográfico para pesquisar, reconstruir e testar métodos em busca do aperfeiçoamento.

Muda-se na infância para Nova Iorque. Estuda arquitetura, engenharia e artes plásticas. Em 1915 conhece o pintor francês Marcel Duchamp, com quem funda o grupo dadá nova-iorquino. Em 1921 entra em contato com o movimento surrealista na pintura.

Mesmo se deixar sua paixão de lado, funda, em 1915, a primeira revista dadaísta dos Estados Unidos, The Ridgefield Gazook, e, em 1921, participa da primeira Exposição Surrealista ou fotos, em Paris. E, tentando enquadrar a fotografia na categoria de arte, escreve, em 1937, o livro Fotografia não é Arte?

Fazia, assim, uma provocação tipicamente dadaísta à sociedade da época. Man Ray trabalhou em três gênero: natureza-morta, paisagem e retrato. Lidando com os princípios básicos da fotografia, ele inova, busca o relevo, a terceira dimensão e, para alcançar isso, começa a usar a raiografia, uma técnica em que os objetos são colocados sobre o papel fotográfico em um quarto escuro e expostos à luz sem a utilização da câmera.

Ele foi o grande defensor da fotografia como arte. Com ligações que passam pelo Cubismo, Dadaísmo e Surrealismo, é o artífice da foto criativa, elaborada construída ou improvisada, tentando sempre uma aproximação entre fotografia e pintura. É o pioneiro da desconstrução da fotografia com a transformação de fotos tradicionais em criações de laboratório, usando muitas vezes distorções de corpos e formas.

Como cineasta, produz filmes surrealistas, como L’Étoile de Mer (1928), com o auxílio de uma técnica chamada solarização, pela qual inverte parcialmente os tons da fotografia. Muda-se para a Califórnia em 1940, para explorar as possibilidades expressivas da fotografia. Fotografa as estrelas de cinema de Hollywood, como Ava Garder, Marylin Monroe e Catherine Deneuve.  Leciona sobre fotografia. Seis anos depois, retorna a França.

O tão esperado reconhecimento internacional por seus experimentos só veio em 1961 com Medalha de Ouro da Bienal de Fotografia de Veneza. Em 1963 publica sua autobiografia. E, nos anos 70, quando surge o Pós-Modernismo, Andy Warhol começa a fundir ainda mais os elementos pesquisados por Man Ray e a fotografia passa a ganhar, a partir daí, o status de obra de arte. Man Ray falece em Paris em 18 de Novembro de 1976.

“Em lugar de pintar pessoas, comecei a fotografá-las, e desisti de pintar retratos ou melhor, se pintava um retrato, não me interessava em ficar parecido. Finalmente conclui que não havia comparação entre as duas coisas, fotografia e pintura. Pinto o que não pode ser fotografado, algo surgido da imaginação, ou um sonho, ou um impulso do subconsciente. Fotografo as coisas que não quero pintar, coisas que já existem.” Man Ray

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