Sérvulo Esmeraldo

Sérvulo Esmeraldo

Escultor, gravador, ilustrador, pintor.

Sérvulo Esmeraldo nasce em 27 de fevereiro de 1929, no Crato, CE.

Aos treze anos realiza a sua primeira xilogravura.

Em 1950 compõe com Goebel Weyne o núcleo jovem da Sociedade Cearense de Artes Plásticas – SCAP, em Fortaleza.

Transfere-se para São Paulo em 1951, pensando em estudar Arquitetura, mas fica entre os excedentes, e então, dedica-se à xilogravura.

Em 1957, realiza a primeira individual, 39 gravuras de Sérvulo Esmeraldo no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Ganha bolsa de estudos do governo francês. Reside na França até 1979.

Em Paris, frequenta o ateliê de litogravura da École Nationale des Beaux-Arts e estuda com Johnny Friedlaender.

No início faz trabalhos abstratos e líricos, quase informais. Suas gravuras, como os trabalhos de Friedlaender, são repletas de grafismos.

Progressivamente, interessa-se pela produção construtiva e passa a lidar com formas mais regulares.

Acompanha a produção dos artistas ligados à arte cinética, como Julio Le Parc (1928) e Jesús Rafael Soto (1923 – 2005).

Na década de 1960 começa suas incursões no campo da arte cinética, fazendo objetos com ímãs, eletroímãs e por gravidade.

Em 1974 participa da exposição L’idée et La Matière, na Galeria Denise René, em Paris e redige um texto onde se manifesta sobre seu trabalho com os excitáveis.

Retorna definitivamente a Fortaleza em 1980, que hoje abriga esculturas monumentais, cerca de quarenta obras de sua autoria.

Em 1983 recebe o Prêmio Melhor escultor do ano da Associação Paulista de Críticos de Arte.

Foi o idealizador e curador da Exposição Internacional de Esculturas Efêmeras, em Fortaleza, em 1986 e 1991.

Em 2011, a Pinacoteca do Estado faz retrospectiva da obra do artista com publicação de livro coordenado por Aracy Amaral.

Em 2012, um recorte de seu trabalho é mostrado na exposição “Simples como um triângulo” na Galeria Raquel Arnaud.

Com diversas exposições realizadas e participação em importantes salões, bienais e outras mostras coletivas no Brasil e no exterior, sua obra faz parte do acervo dos principais museus do país e de coleções públicas e privadas.

“Estamos sempre entre o olhar e o ver”, escreveu Sérvulo Esmeraldo. “Sou um observador, um colecionador de imagens. Meus primeiros desenhos eram linhas. Eu observava a incidência da luz, que evidenciava e definia os volumes ao longo do dia. Nunca passei para o abstrato. Minha escrita sempre foi concreta”.

Segundo o critico Silas Martí “ Tão concreta e dura quanto a luz sem trégua do Crato, o oásis do sertão cearense, onde nasceu.

O artista morreu em 01 de fevereiro de 2017, aos 87 anos em Fortaleza, Ceará.

 

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