Victor Meirelles

Victor Meirelles

 

Victor Meirelles de Lima nasceu em Florianópolis no dia 18 de agosto de 1832.

Pobre e filho de imigrantes portugueses, revelou sua vocação pela pintura desde cedo.

Ficou famoso como um dos mais importantes representantes das artes plásticas no Brasil do século XIX.

Pintor, desenhista, professor.

Inicia seus estudos artísticos por volta de 1838, com o engenheiro argentino Marciano Moreno.

No ano de 1847, muda-se para o Rio de Janeiro e se matricula na Academia Imperial de Belas Artes – Aiba onde, em 1849, inicia o curso de pintura histórica.

Em 1852 ganha o prêmio de viagem ao exterior e no ano seguinte segue para a Itália.

Em Roma frequenta, em 1854, as aulas de Tommaso Minardi (1787 – 1871) e, posteriormente de Nicola Consoni (1814 – 1884), com quem realiza uma série de estudos com modelo vivo.

Com a prorrogação da pensão que lhe fora concedida continua sua formação estudando em Paris onde, em 1857, matricula-se na École Superiéure des Beaux-Arts [Escola Superior de Belas Artes], frequentando as aulas de Leon Cogniet (1794-1880) e, em seguida, recebendo orientações de seu discípulo Andrea Gastaldi (1810-1889).

Na permanência em Paris, pinta o quadro A Primeira Missa no Brasil (1860).

Retorna ao Brasil em 1861 e, um ano depois, é nomeado professor de pintura histórica da Aiba.

Entre os anos de 1869 e 1872 executa duas grandes telas, Passagem do Humaitá Batalha de Riachuelo.

Em 1879 participa da Exposição Geral de Belas Artes, expondo a Batalha dos Guararapes ao lado da Batalha do Avaí de Pedro Américo (1843 – 1905).

A apresentação das duas obras gera grande polêmica e um intenso debate no meio artístico.

A partir de 1886 passa a se dedicar à execução de panoramas.

Entre eles destacam-se: o Panorama Circular da Cidade do Rio de Janeiro, feito na Bélgica, juntamente com Henri Langerock (1830 – 1915) e Entrada da Esquadra Legal no Porto do Rio de Janeiro em 1894, produzida nesse mesmo ano.

A tela Moema (1866) inspira-se no canto VI do poema épico Caramuru (1781), de frei José de Santa Rita Durão (1722 – 1784).

Ao longo da carreira, recebe várias encomendas de quadros oficiais, entre eles, a Batalha de Riachuelo(ca.1882), no qual, com a técnica naturalista da representação, explora o triunfo e a destruição associados ao combate.

Com a Proclamação da República, modifica-se a direção da Aiba, que passa a se chamar Escola Nacional de Belas Artes – Enba.

Surgem propostas de renovação no ensino das artes e os antigos professores, como Victor Meirelles, são exonerados.

Ele passa a ser marginalizado, por ser identificado como o pintor oficial da monarquia.

Desde 1885, procurando alternativa à pintura histórica e às encomendas oficiais, cria uma empresa de panoramas da cidade do Rio de Janeiro.

No fim da vida, sobrevive das exibições públicas de seus panoramas e, melancólico, lamenta que o público tenha esquecido de seus quadros.

Do primeiro panorama, exposto em Bruxelas e em Paris, em 1889, foram preservados apenas seis estudos.

Nestes, a paisagem é representada com equilibrada distribuição de tons, e o olhar do espectador é convidado a percorrer a variedade de passagens, da semi obscuridade da vegetação à luminosidade da atmosfera.

Vitor Meirelles tem papel importante na formação de vários artistas, na segunda metade do século XIX, devido a sua longa carreira como professor.

Destaca-se, sobretudo, pelas qualidades de sua pintura: o desenho primoroso e a requintada combinação tonal em telas trabalhadas com sentimento e poesia.

Faleceu em 1903 no Rio de Janeiro RJ

 

 

 

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