Coleção Brasiliana Itaú

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Coleção Brasiliana Itaú

Ocupando dois andares do Itaú Cultural, em São Paulo, SP, em um total de 514 metros quadrados, o Espaço Olavo Setubal foi inaugurado em dezembro de 2014. 

Esse acervo possui mais de 12 mil itens e é considerado o maior de uma companhia privada da América Latina. As peças expostas integram duas coleções específicas desse universo – a Brasiliana Itaú e a Itaú Numismática – e revelam cinco séculos da nossa história. Parte das duas coleções está intercalada no espaço, de acordo com o período histórico. São nove módulos, cada um com um tema, reunindo 1.364 obras, a seguir, veja como estão apresentados.

O Brasil Desconhecido – Foi pelo litoral que o atual território brasileiro começou a ser descoberto por navegadores europeus. Diante do primeiro século pouco se explorou o interior. “O Mapa do Almirante”, de 1522, delineia apenas parte da costa e chama o país de Terra Nova ou Terra dos Papagaios. Nenhum artista visitou o Brasil nesse período. As imagens existentes foram criadas na Europa com base em relatos e descrições escritas. O tema dominante era o canibalismo, protagonista de grande parte das gravuras que descrevem o país. Os povos indígenas também são retratados vestidos à moda europeia ou em modelos atléticos imaginados pelos artistas europeus, que nunca os havia visto.

O Brasil Holandês – Os oito anos passados por Maurício de Nassau no Nordeste valeram ao Brasil e precioso legado dos jovens cientistas e artistas da comitiva holandesa, que publicaram em grandes livros ilustrados todas as imagens e informações colhidas no país.

O Brasil Secreto – Após derrotar o invasor holandês, o governo de Portugal fechou o país aos visitantes estrangeiros por mais de 150 anos. A preocupação em manter o Brasil secreto aumentou após a descoberta de enormes jazidas de ouro e diamantes, por volta de 1700, em Minas Gerais. Ao longo desse importante ciclo econômico, brotaram grandes talentos poéticos, como Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manoel da Costa, também envolvidos na Inconfidência Mineira. Nessa mesma época, surgiu um mito da arte nacional, Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

O Brasil dos Naturalistas – Com a chegada da família real e a abertura dos porto, em 1808, o país foi finalmente revelado ao mundo e, nas décadas seguintes, recebeu centenas de artistas e cientistas determinados em registrar o território, seus costumes, sua flora e sua fauna, movidos pela enorme curiosidade represada nos 150 anos em que o país ficou fechado.

O Brasil das Províncias – Menos retratadas que a capital, as diferentes regiões do Brasil foram às vezes documentadas por artistas viajantes.

O Brasil do Império – A família real, depois imperial, foi amplamente retratada e desempenhou papel fundamental no desenrolar da arte no Brasil. Pintor da corte Debret presenciou e registrou a cerimônia de casamento de D. Pedro I com sua segunda mulher, D. Amélia.

O Brasil da Escravidão – Capítulo tenebroso e determinante da história brasileira, a escravidão foi retrata por uma séria de artistas viajantes. O inglês Henry Chamberlain visitou o Rio de Janeiro, em 1817 e, cinco anos depois, lançou em Londres a primeira coleção de gravuras focada na mão de obra escrava. Também presentes no acervo, trabalhos de Rugendas e de Debret mostram cenas da escravidão em contextos diferentes – o rural e o urbano, o cotidiano de trabalhos forçados e os raros momentos festivos.

O Brasil dos Brasileiros – O Brasil chega no século 20. Enquanto República se consolida, a cultura nacional se reconhece – seja questionando a tradição e absorvendo elementos estrangeiros, como fez o modernista Oswald de Andrade, seja nas crônicas visuais focadas nos tipos da cidade e no meio político, trabalho que o cartunista J. Carlos realizava com senso crítico e bom humor.

agenda

Coleção Brasiliana Itaú. Espaço Olavo Setubal. Itaú Cultural. Avenida Paulista, 149 – São Paulo. Aberto de terça a sexta, das 9h às 20h; sábado, domingo e feriado, das  11h às 20h. Entrada gratuita.

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