Cores e Pontos – Com as obras de George Seurat

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Cores e Pontos – Com as obras de George Seurat

A técnica utilizada por George Seurat, pintor francês, baseia-se nos estudos realizado pelos cientistas da sua época, que haviam descoberto sobre o funcionamento do olho humano, como age a retina para formar as imagens.  Aliando esse conhecimento ao estudo das cores e sobre as possíveis adições entre elas, deu início a uma forma de pintura, que é muito utilizada no início do fazer artístico em sala de aula.

Seurat não misturava as cores na paleta, mas pretendia que o olho de quem as visse fizesse a mistura e resultasse na cor idealizada pelo artista. As cores puras eram colocadas lado a lado na tela, Essa forma de pintar recebeu o nome de PONTILHISMO ou DIVISIONISMO.

Uma das pinturas mais conhecidas que Seurat criou foi a “Tarde de Domingo na Ilha de Grand Jatte”.

Tarde de Domingo na Ilha de Grand Jatte. Instituto de Arte de Chicago, Estados Unidos.

Veja  um detalhe ampliado para perceber quantas cores Seurat usou para dar o efeito desejado.

detalhe

Nota-se as cores primárias lado a lado formando as cores secundárias, que por sua vez misturadas com as cores primárias novamente, formam as terciárias.

Circulo cromático – circulo das cores
Circulo cromático – circulo das cores

Cores Primárias: azul, vermelho e amarelo

Cores Secundárias: verde, laranja e roxo ou violeta

Cores Terciárias: verde amarelo, azul verde, azul roso, carmin ou vermelho roso, vermelho laranja e amarelo laranja.

Obs.: as cores terciárias podem receber outros nomes, dependendo do local onde estão descritas, mas o importante é lembrar que elas se formam na soma de uma secundária com outra primária.

É simples para lembrar:

1 cor primária + 1 cor primária = 1 cor secundária

1 cor secundária + 1 cor primária = 1 cor terciária

Essa é a magia do Pontilhismo, lembrando que para isso acontecer é preciso que elas fiquem lado a lado.

Quando os pontos os estão colocados lado a lado, mas de forma muito grande, os olhos não conseguem misturar as cores.

Quando os pontos estão pequenos e bem próximos uns dos outros e na medida em que aproximamos e afastamos os nossos olhos , eles irão se confundindo e misturando as cores.

Torre Eiffel de George Seurat, Young Memorial Museum de San Francisco, Estados Unidos.

Para dar um efeito de maior luminosidade nas cores e fazer o sombreado das figuras, Seurat usava colocar lado a lado, também, as cores complementares ou contrastantes.

Elas são chamadas assim porque uma não precisa da outra para sua formação, porém, elas se completam e colocadas uma ao lado da outra dá um efeito muito bonito.

A cor complementar do azul é a laranja; do vermelho é o verde; e do amarelo é o roxo ou violeta..

Analisando outra obra de George Seurat.

Jovem pondo pó-de-arroz, Courtauld Gallery Londres.
Jovem pondo pó-de-arroz, Courtauld Gallery Londres.

Esse quadro Seurat fez entre 1888 e 1890. Essa jovem muito séria era sua a noiva.

O artista aproveitou o pó de arroz (usado na maquiagem) para mostrar a sua técnica. A “nuvem” de pó se fragmenta em inúmeros pontos compondo a imagem com os outros pontos coloridos.

Perceba o cabelo da moça. Sabe quantas cores Seurat usou para que os nossos olhos pudessem enxergar o castanho. Usou: vermelho, azul e laranja.

Mão a obra

Faça uma experiência no seu computador: escolha uma imagem e vá ampliando, ampliando e observe com quantos pontos ela é formada.

Aproveite um desenho que você fez ou uma imagem do seu livro de colorir e faça novas experiências utilizando a harmonia cromática para criar um colorido inesperado com a técnica do pontilhismo.

Mostre seu talento

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