Oráculo

Oráculo

O santuário mais em voga na Grécia foi sem dúvida o de Apolo, em Delfos, situado nas escarpas do Monte Parnaso, que os gregos imaginavam ser o centro do mundo.

As pessoas vinham a Delfos para consultar-se com o deus, antes de embarcar em qualquer empreendimento importante. Suas sacerdotistas passavam dias a fio em intenso trabalho interior preparando-se adequadamente para “receber” Apolo que, depois de ponderar a questão do consulente, emitia uma resposta quase sempre enigmática.

Vejamos, por exemplo, a resposta dada a Atenas quando, ameaçada em 480 a.C. pelas forças do rei Xerxes, a cidade procurou o conselho de Apolo. De acordo com a sacerdotisa, Atenas estava em sérios apuros, mas “a muralha de madeira simplesmente não cairá, mas será de ajudará a vós e a vossos filhos” (Heródoto, História, Livro 7). Intérpretes profissionais e amadores discutiram sobre o que Apolo queria exatamente dizer, mas finalmente concordaram que provavelmente ele se referia à frota de navios de madeira de Atenas. Aqueles que pensaram que “a muralha de madeira” era uma cerca de espinhos que rodeava a Acrópole  e lá se refugiara foram aniquilados quando Xerxes invadiu a cidade.

Quando os romanos importaram a prática grega de fazer consultas, chamaram seus santuários de oracula, daí a palavra “oráculo”, que pode significar três coisas: o lugar em si, o corpo de sacerdotes e sacerdotisas que o administrava ou a resposta do deus a uma pergunta.

Por extensão, a palavra passou a significar também, não só as sentenças e decisões consideradas “de inspiração divina” ou “infalíveis”, como também as pessoas que a proferem.

“Oráculo” deu origem a “oracular” que, mais tarde, veio a adquirir um sentido um tanto diferente: misterioso e impenetrável.

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