Técnicas artísticas: o mosaico

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Técnicas artísticas: o mosaico

Desde a Antiguidade, o mosaico tem sido utilizado como elemento decorativo de valor, tanto pelo aspecto deslumbrante como pelo custo elevado e execução trabalhosa.

O mosaico é um arte ornamental que se apresenta como revestimento de pisos, paredes e tetos, com o objetivo de conseguir efeito especial suntuoso. Por sua capacidade representativa, está submetido aos mesmos problemas iconográficos das artes figurativas. Nesse sentido, a análise do mosaico deve considerar sua localização, já que ele depende dos usos e significados arquitetônicos.

A técnica do mosaico consiste basicamente em acoplar sobre uma superfície fragmentos de pedra (de seixos a pedras preciosas), vidro, cerâmica, de diferentes cores, geralmente formando figuras ou motivos geométricos.

A relação entre o tamanho e a qualidade destes fragmentos constitui três tipos principais de técnicas de elaboração do mosaico:

  • opus sectile, realizado com fragmentos de grande tamanho, de resultado mais rudimentar; geralmente empregado nos pisos;
  • opus tessellatum, assim denominado quando os fragmentos são quadrados ou retangulares;
  • opus vermiculatum, termo que se aplica quando os fragmentos são muito pequenos, permitindo grande precisão descritiva.

Os gregos empregavam o mosaico em pisos, utilização esta continuada pelos romanos, para os quais tal forma de arte teve extraordinária importância. São numerosos os mosaico encontrados em ruínas romanas, especialmente aqueles que pertenciam a residências de classes mais abastadas,tanto em habitações urbanas (domus) como em campestres (villas).

A época dourada do mosaico coincide com o  desenvolvimento da arte paleocristã e bizantina. A arte do mosaico ocupou papel igualmente relevante no fim do século 19 com o modernismo, época em que se encontram bons exemplos de numerosas obras arquitetônicas que utilizaram o mosaico como uma  das formas habituais de decoração mural.

 

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