Edouard Manet

História das Artes > Posts com a tag "Edouard Manet"
Impressionismo e suas inovações

Impressionismo e suas inovações

A Academia Francesa era uma divisão do governo que cuidava da produção literária do país e – com Napoleão Bonaparte – juntou-se  outras expressões artísticas como as Artes Plásticas.

Se você acha que pintar, naquela época era uma atividade livre, está enganado. Para pertencer à Academia, os artistas tinham que seguir uma série de regras:o uso do desenho naturalista, regras de composição, a utilização de cores e a escolha dos temas, considerados nobres, como cenas históricas, religiosas, mitológicas ou personalidades da história.

Em 1667, o Salão de Paris exibia o trabalho dos recém-formados da Escola de Belas-Artes e era sinal de grande prestígio participar dele. Com o passar o tempo, um júri formado por professores, pintores e escultores da Academia foi designado para premiar os artistas que seguissem com rigor técnicos suas normas.

O Impressionismo é o primeiro movimento artístico de revolução total desde o Renascimento. Ele surgiu em Paris, na França, por volta do ano de 1860, mudando tudo aquilo que era visto nas pinturas produzidas até então. Desde o século 15,a pintura acompanhava os passos das inovações técnicas e científicas. A descoberta de pigmentos e a perspectiva, que criava a ilusão de profundidade da Renascença somaram-se ao jogo de claro e escuro do Barroco e, seguindo pelo século 19, vemos surgir os “-ismos”, do qual o Impressionismo faz parte.

Alfred Stevens era respeitado pelos acadêmicos e tinha amigos impressionistas, como Manet e Degas. A pintura de Stevens é um exemplo do gosto da Academia Francesa. O pintor de origem belga, que residia em Paris, estudou na Escola Belas-Artes, participou dos Salões e também recebeu premiações por isso.

Esta parece uma cena corriqueira de uma mulher tomando banho? Preste atenção nos detalhes. A cena foi cuidadosamente construída: enquanto a água da banheira está exatamente na metade horizontal da pintura, equilibrando a imagem, repare como nosso olhar faz alguns percursos sobre a composição. Podemos partir do livro aberto para a flor, seguir pelo braço e cabelos até chegar à saboneteira.

O Banho, c.1867, óleo sobre tela, 73,5 x 9,8 cm, Alfred Stevens, Museu d’Orsay, Paris.

As obras de Edouard Manet chocaram a sociedade parisiense em 1863. Participante do Salão dos Recusados, chamou a atenção dos jovens pintores, insatisfeitos com a situação das Artes da quela época. Manet abriu as portas para experimentações na pintura, como no estudo sobre luz natural, que produz contrastes e altera a visão que temos das cores.

Observe no Tocador de Pífaro como o fundo é simples e Manet fundiu parede com o chão criando um espaço sem profundidade. Usou poucas cores. Note como a área negra do uniforme não apresenta variações de tons, parecendo quase bidimensional. O volume é trabalhando no rosto e nas mãos  do menino, como também no pífaro.

O Tocador de Pífaro, 1866, óleo sobre tela, 161 x 7 cm, Edouard Manet, Museu d’Orsay, Paris.

Na obra abaixo, observe a garçonete. Para onde ela olha? Dessa maneira o artista nos inclui na pintura como se expandisse o quadro para fora da tela. Apesar do homem com cachimbo estar em primeiro plano, nosso olhar vai direto para a figura feminina. Perceba como as pinceladas rápidas e  uso de poucas cores dão forma à caneca de cerveja.

A Garçonete com Cervejas, 1878-79, óleo sobre tela, 77,5 x 65 cm, Edouard Manet, Museu d’Orsay, Paris.

O homem está concentrado em algo que acontece no palco à esquerda, mas que nós só conseguimos enxergar um pedacinho. Trata-se do mundo de quem é visto (palco e dançarinas) e o da garçonete anônima, que, ao mesmo, tempo, é a única que se comunica através do olhar com quem observa o quadro, fazendo-nos cúmplices de sua situação. Os impressionistas desejam captar o instante.

Os pintores acadêmicos desenham em suas telas antes de pintá-las, pois o desenho era a base dos estudos de ateliê, formação indispensável de acordo com a Academia. Diferente dos acadêmicos Claude Monet não se preocupava com os desenhos, eliminado contornos, partindo direto para a pintura. Para ele, o desenho seria artificial em relação à realidade.

Monet realizou diversas telas sobre do mesmo ponto de vista, mudando rapidamente de uma para outra quando percebia que as cores havia mudado devido à iluminação do dia. Daí o efeito borrado das pinceladas rápidas.

“Tirando pintura e jardinagem, eu não sou bom em nada. 
Minha grande obra de arte é meu jardim” Claude Monet

O Lago das Ninfeias, Harmonia em Verde, 1899, óleo sobre tela, 89,5 x 92,5 cm, Claude Monet, Museu d’Orsay, Paris.
Rua Mosnier, Édouard Manet

Rua Mosnier, Édouard Manet

A pintura La Rue Mosnier aux drapeaux, em português A Rua Mosnier com bandeirasé uma vista de Paris que sobre o evento da Exposição Universal do mesmo ano, quando as ruas da capital foram decoradas com muitas bandeiras francesas.

Continue Lendo

Jovem vestido como toureiro, Edouard Manet

Jovem vestido como toureiro, Edouard Manet

Nesta obra Manet diverte-se a pintar o seu irmão Gustave vestido com a roupagem típica do sul de Espanha.

Conta a história é que Edouard Manet fazia coleção de roupas espanholas, que o atraiam pelo seu exotismo e as suas comemorações. Continue Lendo

Histórias da Sexualidade – Museu de Arte de São Paulo – MASP

Histórias da Sexualidade – Museu de Arte de São Paulo – MASP

No ano que o MASP debruçou-se sobre a temática da sexualidade, apresentando, com sua curadoria afinada, artistas nacionais e internacionais que merecem destaque, nunca foi tão necessário falar sobre a nudez e o sexo na arte: são os dois momentos da vida que demandam entrega total. Continue Lendo

Olympia, Édouard Manet

Olympia, Édouard Manet

Manet considerava este quadro o melhor da sua produção, embora tenha sido um dos seus trabalhos que recebeu as críticas mais duras e as maiores humilhações quando exposto pela primeira vez, no Salão de 1865. Um dos críticos da época escreveu “A arte afundou tanto que não merece nem censura”. Continue Lendo

A Garçonete com Cervejas, Édouard Manet

A Garçonete com Cervejas, Édouard Manet

No quadro A Garçonete, uma jovem mulher que serve cerveja, o valor naturalista, psicológico e tonal da pintura de Manet, chegado já à conclusão do seu desenvolvimento artístico, é mais do que nunca evidente. Continue Lendo

O Tocador de Pífaro, Édouard Manet

O Tocador de Pífaro, Édouard Manet

Essa obra é certamente uma das obras mais significativas do mestre da primeira geração dos impressionistas; e talvez um dos menos fáceis de se compreender plenamente na validade de suas descobertas cromáticas e luministas; Continue Lendo