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Mínimo, Múltiplo, Comum| Pina_Estação | SP

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O recorte cronológico desta coletiva abrange quase 70 anos de produção pictórica no país. A mostra reúne mais de uma centena de obras de seis artistas de gerações e círculos culturais diferentes: Amadeo Lorenzato (1900-1995), Chen Kong Fang (1931-2012), Eleonore Koch (1926), Marina Rheingantz(1983), Patricia Leite (1955) e Vânia Mignone (1967).

A exposição, que tem curadoria de José Augusto Ribeiro, curador da Pinacoteca, apresenta trabalhos caracterizados por figurações simples, planas e sintéticas, por vezes beirando o limite da abstração.

Essas imagens reproduzem, no geral, cenas de solidão – pelo isolamento de seres e objetos ou pelos espaços vazios, sem presença humana.

O conjunto, produzido a partir de 1960, compreende quase sete décadas de produção pictórica no Brasil, desde a época das primeiras mostras de Koch, Fang e Lorenzato — cujas produções foram confundidas com variações do “primitivismo” — até hoje, momento no qual o circuito de arte contemporânea valoriza e acolhe, sem mediações, obras de artistas antes considerados “populares” e “ingênuos”.

“Muitas dessas obras continuam a ser tachadas de ‘ingênuas’, ou de ‘populares’, sobretudo pelas construções espaciais estiradas, paralelas ao plano bidimensional do suporte, sem uso da perspectiva; pelas figuras sumarizadas ao essencial da representação e muitas vezes assimétricas e pelas composições descentradas e com equilíbrios tensos.

Aspectos que descrevem qualidades fundamentais da pintura moderna, desde o final do século XIX, e que estão presentes, de maneira bastante diversa, em obras relevantes de artistas em atividade nos últimos 20 anos”, comenta José Augusto Ribeiro.

As obras que compõem a mostra pertencem a mais de 60 coleções públicas e particulares de São Paulo e Belo Horizonte.

Deste conjunto, sete estão sob a guarda da Pinacoteca, sendo seis de seu acervo (quatro trabalhos de Lorenzato, uma série de pinturas sobre xilogravuras de Vânia Mignone e a inédita “Gruta”, de Patricia Leite, recém-incorporada à coleção, por meio de doação do Iguatemi São Paulo), e uma pintura que integra a Coleção Nemirovsky, empréstimo de longa duração para a instituição desde 2006.

Sem Título, 2014, Vânia Mignone – Exposição Mínimo, Múltiplo, Comum

Mínimo, múltiplo, comum reúne cerca de vinte trabalhos de cada artista que a compõe, seleção realizada com o objetivo de formar um panorama representativo e abrangente dessas trajetórias.

Esta é a primeira vez que uma instituição pública de São Paulo apresenta um conjunto tão significativo de obras de Amadeo Lorenzato – um artista que, em vida, realizou exposições apenas em Belo Horizonte, possuiu admiradores como o artista mineiro Amílcar de Castro e hoje é reconhecido nacional e internacionalmente.

Também é a primeira vez que grupos importantes de obras de Chen Kong Fang(datadas a partir de 1994) e de Eleonore Koch (a partir de 2009) são apresentados ao público.

Integram a mostra também trabalhos inéditos de artistas brasileiras em atividade, como Vânia Mignone, que participa da 33ª Bienal de São Paulo, e outras que tem se destacado no circuito internacional, como Patricia Leite, que recentemente ganhou uma mostra em Bruxelas (Bélgica), e Marina Rheingantz, que atualmente possui exposição individual em Nova York.

Pina_ Estação. Largo General Osório, 66, São Paulo – SP. Aberta de quarta a segunda, das 10h às 17h30. Gratuita. Até 17/09/18.

Fique atento! O horário pode sofrer modificação. Consulte o site oficial da instituição.

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