A Persistência da Memória, Salvador Dalí

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A Persistência da Memória, Salvador Dalí

Este quadro de pequena dimensão (24 x 33 cm) é provavelmente a mais conhecida de todas as obras de Salvador Dalí, famoso pintor surrealista.

A flacidez dos relógios dependurados e escorregando é um conceito brilhante, mais eficaz para abalar nossa crença em uma ordem natural de coisas, presa a regras estabelecidas, do que muitas deformações mais sensacionalistas. As imagens chegam ao inconsciente, evocando a preocupação humana, aparentemente universal, com o tempo e a memória.

O próprio Dalí está presente, na forma da cabeça adormecida que já havia aparecido em outros quadros, como no quadro O Jogo Lúgubre. Seu autorretrato caricaturado, está no plano central da obra, coberto por um relógio derretido. Os cílios sugerem um grande olho fechado em estado de contemplação, do sono ou da morte. Dalí propõe que apenas a superação do tempo “terreno” pode soltar as rédeas da consciência.

Caracteristicamente, ele alegou que a ideia para o quadro lhe ocorreu quando meditava sobre a natureza do queijo Camembert; o fundo de Port Lligat, em Barcelona, já estava pintado, portando foram necessárias apenas umas duas horas para terminar a pintura. Percebe-se que o pintor ilumina os penhascos e o mar com uma luz transparente e melancólica.

As únicas criaturas vivas no quadro são as formigas na parte de cima do relógio laranja e uma mosca no relógio derretido, ambos à esquerda. Dalí odiava formigas e as inclui neste quadro como um símbolo de putrefação.

Quando Gala, sua esposa, que tinha ido ao cinema, voltou, previu corretamente que depois de ver A Persistência da Memória seria impossível que uma pessoa a esquecesse.

A Persistência da Memória, 1931, óleo sobre tela, 24 x 33 cm, Salvador Dali, MoMA Museu Arte Moderna, Nova York, Estados Unidos.
pincel

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