Autor: Simone Martins

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Moisés Salvo das Águas, Paolo Veronese

Moisés Salvo das Águas, Paolo Veronese

Nos dez últimos anos de atividade, Paolo Veronese alternou faustuosas decorações com meditadas composições sacras. Este pequeno quadro é idêntico ao conservado na National Gallery de Washington, de iguais dimensões, realizado entre 1581 e 1582, e, devido ao grande êxito obtido, foi inúmeras vezes repetido com a colaboração do seu ateliê. Continue Lendo

O Homem de Turbante, Jan van Eyck

O Homem de Turbante, Jan van Eyck

O quadro, talvez um autorretrato, é um dos raros quadros pintados no século 15 que conservaram a sua própria moldura original – autografada acima com caracteres gregos: “Als Ich Can” (“Como eu/Eyck posso”) e datada abaixo (“Jan van Eyck fez-me 1433 21 Outubro”) -, janela pela qual a luz invade em perspectiva a figura que aflora e sugere os volumes e a qualidade das superfícies. Continue Lendo

Dona Isabel de Porcel, Francisco de Goya

Dona Isabel de Porcel, Francisco de Goya

O pintor expôs esta obra-prima da maestria retratística em 1805 em Madri, na Real Academia de Belas Artes de São Fernando. A identificação da senhora está numa nota escrita atrás da tela, e Goya pintou também o retrato do marido Dom Antonio, seu amigo íntimo, obra que viria a desaparecer num incêndio.

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Château d’Auvers

Château d’Auvers

Apesar de Auvers-sur-Oise ter ficado tão conhecida precisamente por ser o lugar onde Vincent van Gogh se estabeleceu até sua morte, em 29 de julho de 1890, o mestre morou apenas 70 dias na cidadezinha. Mesmo assim, o tempo em que viveu na pitoresca Auver-sur-Oise foi talvez o mais produtivo do atormentado artista. Nesse curto período de tempo, ele pintou mais de 70 telas. Continue Lendo

Viver o Impressionismo em Paris e arredores

Viver o Impressionismo em Paris e arredores

Da pintura mais bonita às paisagens que os inspiraram, siga os passos dos impressionistas em Paris e arredores. Monet, Renoir, Van Gogh, Degas, Caillebotte … as pinturas desses artistas que tomaram o trem para explorar a região de Paris estão reunidas em uma antiga estação ferroviária, transformada em um dos fabulosos museus impressionistas do mundo. Continue Lendo

Museu dos Pintores de Barbizon

Museu dos Pintores de Barbizon

Barbizon é um lugar mítico que antecede o Impressionismo na França. Vale a pena visitar a escola de pintores onde os artistas se hospedavam e de lá saiam para pintar ao ar livre nos bosques de Fontainebleau. Não é a toa que na metade do século 19 Barbizon ganhou o apelido de “Aldeia de Pintores”. Continue Lendo

Renoir: Pai e Filho, Pintura e Cinema | Filadélfia | EUA

Renoir: Pai e Filho, Pintura e Cinema | Filadélfia | EUA

Orson Welles descreveu o cineasta Jean Renoir (1894–1979), filho do renomado pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir, como “o maior de todos os diretores”.

Esta exposição visa retratar os capítulos das produções de Jean através de um diálogo rico e fascinante entre pai e filho. Se a prática artística e o universo criativo de Pierre-Auguste Renoir influenciaram a arte de Jean, os filmes de Jean lançaram luz sobre as pinturas de seu pai.

Focando nos temas centrais das obras de Jean, como sua visão e recriação de Paris, a exposição examina seu caminho para se tornar um proeminente cineasta internacional, reunindo pinturas, desenhos, filmes, figurinos e fotos – assim como as cerâmicas realizadas antes de seguir para o cinema.

A Fundação Barnes, com sua coleção de cerâmica Jean Renoir, além de 181 obras de Pierre-Auguste Renoir, fornece um cenário pungente para explorar esta complexa e frutífera relação entre pintura e cinema.

Esta exposição tem curadoria de Sylvie Patry, Curadora Chefe e Diretora Adjunta de Assuntos Curatoriais e Coleções no Musée d’Orsay, Paris, e Curadora Consultora na Barnes. A exposição é organizada pela Fundação Barnes, Filadélfia, e os Musées d’Orsay e de l’Orangerie, Paris, em colaboração com a Cinémathèque Française, Paris.

Jean Renoir
Jean Renoir nasceu em Paris em 15 de setembro de 1894. Segundo filho do pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir e de Aline Charigot.

Quando menino, Jean Renoir não tinha uma relação próxima com o pai. Enquanto seu pai estava trabalhando fora de casa, ele e seus irmãos recebiam os cuidados da mãe e dos empregados domésticos. Pierre-Auguste Renoir era conhecido não como “Papa”, mas como “Patrono”, ou “o chefe” – o mesmo apelido que Rivette e outros diretores da de cinema mais tarde aplicariam a seu filho.

Atuou como cineasta, roteirista, ator, produtor e autor. Como diretor de cinema e ator, realizou filmes tanto para o cinema mudo como falado, até o final da década de 1960.

Seus filmes La Grande Illusion (1937), um sensível relato sobre as condições de vida dos prisioneiros franceses e seus captores alemães durante a I Guerra Mundial, e A Regra do Jogo (1939), sua crítica ferrenha a corrupção da sociedade francesa camuflada de comédia de costumes tem uma tumultuosa história, são citados pelos críticos como os maiores filmes já feitos.

A maioria dos seus filmes pertence à escola do realismo poético francês, e marcaram profundamente o cinema francês entre 1930 e 1950, tendo aberto a porta à nouvelle vague.

Entre as inúmeras honrarias acumuladas durante sua vida, ele recebeu o prêmio Lifetime Achievement Academy em 1975 por sua contribuição à indústria cinematográfica.

Faleceu em Beverly Hills, na Califórnia, em 12 de fevereiro de 1979. Foi sepultado ao lado da família em Essoyes, na França.

Barnes Foundation. 2025 Benjamin Franklin Parkway – Filadélfia – EUA. Aberto quarta a segunda, das 11h às 17h. Até 03/09/18.

Fique atento! O horário pode sofrer modificação. Consulte o site oficial da instituição.