Baile no Moulin Rouge, Toulouse-Lautrec

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Baile no Moulin Rouge, Toulouse-Lautrec

O Moulin Rouge, um salão dançante em Montmartre, Paris, existe até hoje. No final do século 19 era um local frequentado por cavalheiros da classe média que, acompanhado por mulheres de caráter duvidoso, distraiam-se com espetáculos e bailes animados.

Toulouse-Lautrec, atualmente um dos mais conhecidos artistas franceses do século 19, com frequência passava as noites inteiras no Moulin Rouge, bebendo e desenhando estrelas do music-hall e membros da realeza que vagueavam por aquele mundo obscuro e um tanto decadente.

O estilo rápido de pinceladas visíveis de suas obras mostram que Toulouse- Lautrec as pintava sentado no salão. Aristocrata de nascimento e seriamente aleijado desde a infância. Toulouse-Lautrec, sempre se sentiu afastado da sociedade por sua deformidade. Preferia a companhia dos marginalizados e cercava-se de atrizes, comediantes, dançarinas e prostitutas, que se tornaram temas das suas pinturas.

Esta é uma das primeiras pinturas de outra grande musa de Lautrec: La Goulue. O dono do Moulin Rouge a comprou imediatamente na verdade antes mesmo da tela estar seca, e pendurou-a no bar. No quadro, as grandes atrações da casa. La Goulue e Valentine, Le Désossé (“dessossado”, devido à sua grande flexibilidade e desenvoltura como dançarino) dançam em meio aos clientes.

Uma inscrição lápis recentemente descoberta, feita pela mão do artista, na parte de trás desta pintura famosa lê-se: “A instrução aos novos por Valentine, o desossado.” Toulouse-Lautrec não estava representando uma noite comum no Moulin Rouge, mas sim de momento específico de um homem agora conhecido apenas por seu apelido parece ser o ensino da dança “can-can”. Muitos dos habitantes das cenas são membros conhecidos da local de prostitutas, artistas e pessoas vistas apenas à noite, incluindo o poeta irlandês de barba branca William Butler Yeats, que se inclina no balcão do bar.

Lautrec também pouco se importava em representar as nuances da luz que tanto encantavam os impressionistas. Certamente foi tentado por eles, mas não seguiu fielmente essa corrente. Preferia a luz artificial, fria e imóvel dos ambientes fechados, mas reveladora do rosto verdadeiro. E o traço de seu lápis ágil anota um perfil, o movimento rápido de uma bailarina, uma sobrancelha que interroga, o gesto da mão que desperta do abandono voluntário, a expressão de uma rosto onde flagra o instante da alegria ou do desgosto, da saciedade ou da angústia.

Baile no Moulin Rouge, 1890,, óleo sobre tela, 115 cm x 150 cm, Henri Toulouse-Lautrec, Philadelphia Museum of Art, Filadélfia, Estados Unidos.

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