Criança Morta, Candido Portinari

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Criança Morta, Candido Portinari

 

Candido Portinari é certamente o pintor do modernismo brasileiro mais conhecido no exterior, autor dos dois grandes painéis (um sobre a guerra, outro sobre a paz) existentes no edifício-sede das Nações Unidas, em Nova York (1957).

A partir da década de 40, transformou-se numa espécie de artista-símbolo e artista de exportação da nação brasileira. 

Realizou outros trabalhos nos Estados Unidos, inclusive na Biblioteca do Congresso, em Washington.

Várias telas suas entraram para coleções particulares norte-americanas.

Porém, os problemas brasileiros foram retratados com muito vigor por Portinari na série sobre Os Retirantes Nordestinos.

“Criança Morta”, uma obra dessa série é um exemplo desse vigor e da critica contundente que o pintor registrou nas suas telas.

Os emigrantes da região Nordeste do Brasil que, assolados pela seca, abandonam suas terras em busca de melhores condições de vida, sem sucesso.

Uma família constituída por seis pessoas – pais e irmãos – seguram uma criança morta nos braços.

Eles choram. As lágrimas parecem pedrinhas de tão grande que são.

Portinari pintou as lágrimas muito maior do são na realidade para mostrar o quanto é grande o sofrimento das pessoas, que estão com fome e cansadas.

As mãos do pai que seguram a criança representam o ponto principal da obra.

Ao olhar para ela, a primeira coisa que você verá é a criança morta.

Isso porque as mãos são exageradamente grandes e desproporcionais, já o restante do corpo é normal

Pelo predomínio dos tons de terra que marcam a parte inferior da tela, pelas lágrimas da menina e, principalmente, pelo aspecto tenebroso das figuras humanas, que oscila do cadavérico ao fantasmagórico.

Um quadro comovente de luta entre a vida e a morte.

Movimento Expressionista.

Portinari expressa os dramas do povo brasileiro, e retrata com a sua forma chocante de ver, o que ocasionou forte repercussão na época, visto que a sociedade (1944) não estava preparada para o realismo dos pincéis do pintor.

Um dia perguntaram a Portinari por que ele pintava gente tão feia e miserável e ele respondeu que fazia porque, olhando o mundo, era só o que via: miséria e desolação.

Candido Portinari sofreu perseguições por parte do governo, justamente por pintar e chocar a miséria em seus quadros.

Agora chegou a sua vez de usar o desenho e as cores para retratar uma cena da desigualdade social. Use sua emoção para escolher a paleta de cores da sua obra.

 

Obra pronta! Fotografe e envie para as nossas mídias sociais #historiadasartestalento

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