O Chapéu de Palha, Rubens

O Chapéu de Palha, Rubens

O título tradicional deste intrigante retrato não corresponde ao tema: o chapéu da jovem não é, na verdade, de palha, mas de feltro e penas de avestruz, tratando-se seguramente, de um erro antigo na transcrição do título francês (“Chapeau de Poul”, que terá dado “Chapeau de Paille”).

A jovem é muito provavelmente Suzanna Fourment, a irmã mais velha de Hélenè, que em 1630 se converterá na segunda mulher de Rubens. Poderia tratar-se de um retrato nupcial que o artista executou em 1622, quando Suzanna desposou em segundas núpcias Arnould Lunden, como parece sugerir o anel na mão direita.

O retrato vive de uma alma palpitante, toda contida na respiração da jovem, acesa pela sombra que procede do chapéu, e do contraste entre o azul do fundo e o vermelho quente e desfocado das mangas.

A recordação de Ticiano torna-se fermente que faz crescer, enche de calor e de vida a personagem, imprimi à figura uma imediatez extraordinária.

A composição, aparentemente tão natural, foi, na realidade, cuidadosamente estudada: o jogo compacto de diagonais é definido pela colocação do chapéu, pelo veludo do decote e pelos braços cruzados. É um canto pleno e prazeroso que recorda o do amado modelo Ticiano.

um admirável jogo de sombras difusas, colocadas pela colocação do chapéu, cria contraste entre o rosto ligeiramente sombreado e a candura da pele. As mechas de cabelo rebeldes ao penteado foram executadas com a ponta do pincel e arranhadas à superfície com o cabo, como Rembrandt também costumava fazer.

Este quadro traz características da arte barroca e pertence ao acervo da National Gallery em Londres.

O Chapéu de Palha, c.1622-1625, óleo sobre madeira, 79 cm x 54,6 cm, Rubens, National Gallery, Londres.

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