National Gallery de Londres

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O Homem de Turbante, Jan van Eyck

O Homem de Turbante, Jan van Eyck

O quadro, talvez um autorretrato, é um dos raros quadros pintados no século 15 que conservaram a sua própria moldura original – autografada acima com caracteres gregos: “Als Ich Can” (“Como eu/Eyck posso”) e datada abaixo (“Jan van Eyck fez-me 1433 21 Outubro”) -, janela pela qual a luz invade em perspectiva a figura que aflora e sugere os volumes e a qualidade das superfícies. Continue Lendo

Dona Isabel de Porcel, Francisco de Goya

Dona Isabel de Porcel, Francisco de Goya

O pintor expôs esta obra-prima da maestria retratística em 1805 em Madri, na Real Academia de Belas Artes de São Fernando. A identificação da senhora está numa nota escrita atrás da tela, e Goya pintou também o retrato do marido Dom Antonio, seu amigo íntimo, obra que viria a desaparecer num incêndio.

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O Casamento de Isaac e Rebeca, Claude Lorrain

O Casamento de Isaac e Rebeca, Claude Lorrain

As paisagens de Claude Lorrain são um sonho poético, imagens de um mundo abundante, seguro, fértil e domesticado, onde o homem e a natureza coexistem em pacífica harmonia.  Continue Lendo

Bacanal diante de uma Estátua de Pã, Nicolas Poussin

Bacanal diante de uma Estátua de Pã, Nicolas Poussin

Poussin, como Claude Lorrain, escolheu Roma como residência permanente desde que aí chegou, com trinta anos de idade, vindo da sua França natal, em 1624. Ali estudou a estatuária antiga, o classicismo de Rafael e de Annibale Carracci, a vitalidade cromática de Ticiano, elementos que se manifestaram na composição desta festa pagã, na anatomia dos protagonistas, na concentração de Continue Lendo

As Vaidades da Vida Humana, Harmen Steenwyck

As Vaidades da Vida Humana, Harmen Steenwyck

Este intrigante quadro de Steenwyck é um belo exemplo de um tipo de natureza-morta conhecida como Vanitas. É repleto de referências à morte e ao vazio da vida, e quanto mais o estudamos, mais ele revela ser um sermão visual baseado nos ensinamentos do Livro do Eclesiastes, no Velho Testamento. Em latim, vanitas significa vaidade, no sentido de algo vão, sem valor, e não no Continue Lendo

O Combatente Téméraire, J.M.William Turner

O Combatente Téméraire, J.M.William Turner

Um dos quadros mais populares de Turner, desde o dia de sua exposição, tanto por seus sentimentos patrióticos como por seu fulgurante esplendor. A tela mostra o navio de guerra Téméraire, sendo rebocado pelo Tâmisa para um estaleiro de desmontagem. O navio a toda vela navegando ao fundo relembra os dias glória do próprio Téméraire, enquanto que a boia escura que emerge em Continue Lendo

O Julgamento de Páris, Peter Paul Rubens

O Julgamento de Páris, Peter Paul Rubens

Dentre todos os temas mitológicos, tratados pelos artistas, aquele que gozou de maior popularidade foi, sem dúvida, o episódio das três deusas em competição para a conquista da superioridade da beleza. Juno, Minerva e Vênus dirigem-se a Páris, príncipe troiano e pastor, para saberem qual dentre elas é a mais bela: a oferta da maçã de ouro, também chamada “pomo da discórdia”, a Vênus Continue Lendo

Banhistas em Asnières, Georges Seurat

Banhistas em Asnières, Georges Seurat

A cena de trabalhadores e de rapezes tomando banho no rio Sena, perto de Clichy (onde no horizonte se veem fábricas e chaminés), é a primeira prova do gosto pelo monumental, que Seurat exibirá daí a pouco na célebre e vasta tela Uma Tarde de Domingo no Grande Jatte, hoje no Art Institute de Chicago. Na verdade, aquela ilha é a faixa de terra que se vê na extremidade direita. Continue Lendo

A Madona de Ansidei, Rafael Sanzio

A Madona de Ansidei, Rafael Sanzio

O retábulo de altar que representa a Virgem com o Menino no trono, rodeada por São João Batista e por São Nicolau de Bari, com a mitra e o pastoral, foi encomendada pela família Ansidei para a Igreja de São Florenzo dei Serviti, em Perugia. Um dos três painéis que compunham a predela, A Prédica de São João Batista, está conservada no mesmo museu, em Londres. Continue Lendo

A Visão de um Cavaleiro, Rafael Sanzio

A Visão de um Cavaleiro, Rafael Sanzio

A interpretação do significado iconográfico deste pequeno quadro é controversa: a hipótese mais provável é representar o Sonho de Cipião, tema recorrente na cultura neoplatônica florentina. Cipião, heroico condottiero romano, adormecido debaixo de um loureiro, deve escolher, em sonhos, entre a Virtude e o Prazer: a primeira, vestida sobriamente, com a cabeça coberta, segura na Continue Lendo