36º Panorama da Arte Brasileira | MAM | SP

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36º Panorama da Arte Brasileira | MAM | SP

“Sertão” é o título e o conceito proposto pela curadora Júlia Rebouças para articular o 36º Panorama, do qual participarão 29 artistas e coletivos, e que tem assistência curatorial de Maria Catarina Duncan.

Após um extenso processo de pesquisa e viagens por diversas regiões do Brasil, incluindo cidades como Cachoeira (BA), Recife (PE), Brasília (DF), Florianópolis (SC), São Paulo e a região do Cariri cearense, a curadora convidou artistas que se relacionam com o conceito, entendendo a própria arte como “sertão” – em sua instância de experimentação e resistência –, contestando, portanto, o viés restritivamente geográfico facilmente associado à palavra.

Sertão é apresentado nesta exposição como um modo de pensar e de agir, que tem a criação artística como um de seus importantes aspectos definidores.

“Não há empreendimento, monumento ou manifestação que consiga simbolizar inteiramente sertão.

Há sempre uma condição-sertão que funda outra existência e que não se deixa confinar.

Se o imaginário de um certo senso comum trata sertão como vazio, aridez, aspereza ou indigência, a ele confrontam-se as acepções de vitalidade, força, resistência, experimentação e criação, gestadas a partir de uma ordem de saberes e práticas que desafia o projeto colonial em suas reiteradas tentativas de submissão.

De forma alusiva, sertão refere-se a um só tempo à arte e ao estado da arte”, explica Júlia.

A necessidade de reelaborar a história brasileira, uma repactuação social, espiritualidade, identidade de gênero, lutas antirracistas e a relação com o meio ambiente são algumas das questões que aparecem nas instalações, fotografias, pinturas, vídeos, esculturas e projetos deste Panorama.

Os artistas selecionados estão em início ou meio de carreira, com produções que apontam para territórios especulativos que dão sentido à ideia de sertão, além de artistas com trajetórias mais extensas, que apresentam obras que merecem ser revisitadas à luz dos debates propostos.

Artistas participantes:

1- Ana Lira (Caruaru – PE, 1977. Vive no Recife)
2- Ana Pi (Belo Horizonte, 1986. Vive em Paris)
3- Ana Vaz (Brasília, 1986. Vive em Lisboa)
4- Antonio Obá (Ceilândia – DF, 1983. Vive em Brasília)

Antonio Obá – Artista e obra – 2018

5- Coletivo Fulni-ô de Cinema (Águas Belas – PE)
6- Cristiano Lenhardt (Itaara – RS, 1974. Vive em São Lourenço da Mata – PE)
7- Dalton Paula (Brasília, 1982. Vive em Goiânia)
8- Daniel Albuquerque (Rio de Janeiro, 1983. Vive no Rio de Janeiro)
9- Desali (Contagem – MG, 1983. Vive em Belo Horizonte)
10- Gabi Bresola & Mariana Berta (Joaçaba – SC, 1992 / Peritiba- SC, 1990. Vivem em Florianópolis)
11- Gê Viana (Santa Luzia – MA, 1986. Vive em São Luís)
12- Gervane de Paula (Cuiabá, 1961. Vive em Cuiabá)
13- Lise Lobato (Belém, 1963. Vive em Belém)

Meu Quintal é do Mundo – 2006 – Lise Lobato

14- Luciana Magno (Belém, 1987. Vive em São Paulo)
15- Mabe Bethônico (Belo Horizonte, 1966. Vive em Genebra e Belo Horizonte)
16- Mariana de Matos (Governador Valadares – MG, 1987. Vive no Recife)
17- Maxim Malhado (Ibicaraí – BA, 1967. Vive em Massarandupió – BA)
18- Maxwell Alexandre (Rio de Janeiro, 1990. Vive no Rio de Janeiro)
19- Michel Zózimo (Santa Maria – RS, 1977. Vive em Porto Alegre)
20- Paul Setúbal (Aparecida de Goiânia – GO, 1987. Vive em São Paulo)

Zeitgeist,-2015 – Obra de Paul Setubal

21- Radio Yandê (Rio de Janeiro, 2013)
22- Randolpho Lamonier (Contagem – MG, 1988. Vive em Belo Horizonte)
23- Raphael Escobar (São Paulo, 1987. Vive em São Paulo)
24- Raquel Versieux (Belo Horizonte, 1984. Vive no Crato – CE)

Quenga Coco Loco – 2016 – Raquel Versieux,

25- Regina Parra (São Paulo, 1984. Vive em São Paulo)
26- Rosa Luz (Gama – DF, 1995. Vive em São Paulo)
27- Santídio Pereira (Curral Comprido – PI, 1996. Vive em São Paulo)
28- Vânia Medeiros (Salvador, 1984. Vive em São Paulo)
29- Vulcanica Pokaropa (Presidente Bernardes – SP, 1993. Vive em Florianópolis)

Museu de Arte Moderna. Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portões 1 e 3 – Parque Ibirapuera – São Paulo. Aberto de terça a domingo, das 10h às 17h30. Até 15/11/19.

Fique atento! O horário pode ser modificado. Consulte sempre o site oficial da instituição.

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