Margaret Mee – Artista dedicada à botânica da Amazônia.

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Margaret Mee – Artista dedicada à botânica da Amazônia.
   

Margaret Ursula Mee , nasceu em Chesham, 22 de maio de 1909, foi uma artista botânica inglesa que se especializou em plantas da Amazônia brasileira .

Estudou arte na “St. Martin’s School of Art”, no “Centre School of Art” e na “Camberwell School of Art” em Londres, recebendo o diploma de pintura e design em 1950.

Mudou-se para o Brasil com Greville, seu segundo marido, em 1952 para ensinar arte na Escola Britânica de São Paulo, tornando-se uma artista de botânica pelo Instituto de Botânica de São Paulo em 1958, explorando a floresta tropical e mais especificamente o estado do Amazonas, a partir de 1964, pintando as plantas que viu e colecionando algumas para posterior ilustração.

Criou quatrocentas pranchas de ilustrações em guache, quarenta sketchbooks e quinze diários.

Margaret Mee tinha como grande objetivo estudar e registrar fielmente a flora brasileira.

Margaret Mee em suas expedições pela Amazônia.

Após ter se tornado uma artista-ilustradora botânica pelo Instituto de Botânica de São Paulo em 1958, ela passou a usar o seu conhecimento tanto artístico quanto científico para retratar com precisão e habilidade os objetos de seu estudo.

Além de realizar uma contribuição para o estudo botânico científico, ela pretendia armazenar na forma de suas obras o maior número possível de espécies brasileiras raras de plantas, já que ela possuía o desejo de proteger e conservar essa flora tão rica que poderia vir a ser esquecida devido ao desmatamento intenso nos variados biomas brasileiros.

Bromélia registrada na obra de Margaret Mee.

Ela sempre tentava registrar em suas obras, a forma da planta, seu desenvolvimento, seu habitat e as condições na qual a planta se desenvolvia, condições essas sem as quais a planta não poderia sobreviver, e, portanto, o desmatamento constante que ela observava deveria ser impedido.

Margaret Mee fez uma contribuição significativa para as ciências, dedicou sua vida à documentação e à defesa da biodiversidade da flora brasileira e a conservação de seus ecossistemas.

Registro de uma das flores mais procuradas por Margaret Mee, a Flor da Lua.

Seus desenhos e pinturas, trabalhados com grande habilidade e enorme quantidade de detalhes, tornaram-se essenciais para o conhecimento da botânica brasileira.

Graças aos seus estudos e documentação, algumas espécies só são conhecidas pelos seus desenhos e estudos, como por exemplo: a espécie Neoregelia margareteae, devido à destruição do habitat dessas plantas, levando-as à extinção e deixando apenas uma imagem de sua existência passada na forma das pinturas de Margaret.

Margaret Mee perpetuou pelas suas obras a delicadeza dos desenhos e a fidelidade à natureza são importantes não só para o desenvolvimento da botânica, mas também preciosas ao estudo das cores, das formas e da técnica de grafite e aquarela sobre papel.

A delicadeza e precisão das aquarelas de Margaret Mee

Despertam o olhar dos artistas plásticos e de pessoas que não tem relação com nenhum dos meios seja artístico ou científico

Em sua honra foi fundada a “Margaret Mee Amazon Trust”, organização para educação e para a pesquisa e conservação da flora amazonense, promovendo intercâmbio para estudantes de botânica e ilustradores de plantas brasileiros que desejam estudar no Reino Unido ou conduzir pesquisa de campo no Brasil.

Margaret possui várias publicações de seus trabalhos em livros, muitos organizados por ela própria.

Nesses livros artísticos se encontram incontáveis pranchas feitas em suas viagens, além de até hoje serem feitas grandes exposições de obras originais, em homenagem à artista.

Margaret Mee foi homenageada em 1994 pela Escola de Samba Beija Flor de Nilópolis, cujo enredo era Margareth Mee, a dama das bromélias, assinado pelo então Carnavalesco Milton Cunha.

No ano de 2013 o trabalho e o legado da artista botânica inglesa Margaret Mee são apresentados em um documentário dirigido pela cineasta Malu De Martino, contando a história da britânica que defendeu a flora brasileira e, através da arte,  defendeu a bandeira do ambientalismo.

Margaret Mee entre os nativos da Amazônia.

Margaret Mee morreu na Inglaterra em 1988, em um acidente de automóvel.

 

COMO CITAR:

Para citar esta página do História das Artes como fonte de sua pesquisa utilize o texto abaixo:

IMBROISI, Margaret; MARTINS, Simone. Margaret Mee – Artista dedicada à botânica da Amazônia.. História das Artes, 2021. Disponível em: <http://www.historiadasartes.com/prazer-em-conhecer/margaret-mee-artista-dedicada-a-botanica-da-amazonia/>. Acesso em 25 Oct 2021.

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