Carlos Scliar, da reflexão à criação

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Carlos Scliar, da reflexão à criação

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro inaugura hoje, às 19h, a mostra panorâmica “Carlos Scliar, da reflexão à criação”. Com curadoria de Marcus Lontra, a individual reúne com cerca de 150 trabalhos, realizados ao longo de mais de seis décadas. A mostra marca os 15 anos de falecimento do artista.

A curadoria selecionou obras que sintetizam uma vida inteira dedicada à construção de uma iconografia nacional. São abordados temas como participação política e social coletiva em defesa do ideal democrático; a pureza das pequenas histórias e a beleza contida nas coisas simples; nos objetos e vivências cotidianas do ser humano: bules, lamparinas, velas, frutos e flores, documentos, bilhetes, lembranças, saudades, desejos, memórias, resíduos, ruídos, sussurros, silêncios.

Sobre o artista

Nascido em 1920, em Santa Maria, Rio Grande do Sul, Carlos Scliar desde cedo mostrou seu talento para as artes. Aos 11 anos começou a colaborar na imprensa gaúcha com textos e desenhos e com 15 anos, participou de sua primeira exposição coletiva. O artista plástico ainda atuou em diferentes campos: pintura, desenho, gravura, artes gráficas, muralismo, crítica de arte, além de, como cidadão, ter participado intensamente dos movimentos de democratização do país.

Carlos Scliar viveu e trabalhou em Cabo Frio, Ouro Preto e no Rio de Janeiro, onde morreu em 2001. Deixou, para o Brasil, um extraordinário patrimônio cultural. Talvez nenhum outro artista sintetize de maneira mais evidente os desafios, os desejos e os dilemas da ação e da estratégia modernista no nosso país.

Filho de imigrantes, desde cedo o nacionalismo é elemento que estrutura a identidade de Scliar. A sua sólida formação cultural e sua precoce sintonia com os anseios e expectativas do mundo surgido após a revolução socialista de 1917 garantiram, para o jovem Scliar, destaque na imprensa e na vida intelectual da capital gaúcha. Diferentemente dos artistas brasileiros, que tinham na França a sua referência e, muitas vezes, o seu espelho, Scliar compreendeu o espaço de construção artística moderna através dos filmes e gravuras expressionistas alemães.

agendaCAIXA Cultural Rio de Janeiro. Galeria 3. Avenida Almirante Barroso, 25 – Centro – Rio de Janeiro. De terça-feira a domingo, das 10h às 21h. Entrada gratuita. Até 21/08/16.

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