Exposição Entrevendo – Cildo Meireles | Sesc Pompéia | SP

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Exposição Entrevendo – Cildo Meireles | Sesc Pompéia | SP

A exposição Entrevendo é a maior antologia já exposta na América Latina sobre a obra de Cildo Meireles.

Com curadoria de Júlia Rebouças e Diego Matos, a exposição reúne cerca de 150 criações – algumas inéditas no país – e preenche uma lacuna de quase duas décadas sem uma grande mostra nacional do artista, um dos nomes mais importantes da arte brasileira.

Em um espaço de mais de 3000 m2, a mostra poderá ser vislumbrada na Área de Convivência, Galpão e Deck.

“Entrevendo foi pensada para dialogar com essa condição democrática e generosa que vemos no Sesc Pompeia.

É importante apresentar a produção de Cildo Meireles para um público grande e diverso, fazê-lo participar e se engajar com sua obra, em diferentes linguagens, suportes e temas”, diz a curadora Júlia Rebouças.

Obra de Cildo Meireles com cédulas e interferências do artista.

Ela também conta que, durante a curadoria, guiou-se pela ideia polissêmica de sentido associada à obra de Cildo, navegando por conceitos como sensação, compreensão, sinestesia, escala, direção e propósito.

São 150 obras, criadas por Cildo entre os anos 1960 e os dias de hoje.

Entrevendo, a obra que nomeia a mostra, está exposta na Área de Convivência e convida o visitante a caminhar contra um ventilador de ar quente em uma instalação cilíndrica.

Instalação de Cildo Meireles, obra faz parte da exposição.

No mesmo espaço, está Amerikkka (1991/2013), obra inédita no país e que faz nascer uma América a partir de aproximadamente 17 mil ovos de madeira e 33 mil balas de armas de fogo.

Outra grande instalação é Missão, Missões (Como construir catedrais) (1987/2019), que será apresentada em um novo formato, circular, e pensa os processos missionários de catequização de indígenas a partir de milhares de moedas, ossos de boi, centenas de hóstias.

“A visão, que é o sentido mais associado às artes plásticas, é desconstruída e desafiada em muitos dos seus trabalhos, que nos propõem perceber o mundo de outras formas e desconfiar daquilo que parece verdade”, afirma Rebouças.

A segunda premissa foi o próprio local da exposição.

Para a curadora, levar essa mostra para uma instituição não-museológica, com múltiplos usos e públicos, é um gesto contundente e necessário.

Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93. Água Branca. São Paulo.Horário terça a sábado das 10h as 21h30 e domingo das 10h as 19h30 Grátis Até 02/fevereiro/2020

Fique atento! Os horários podem sofrer alterações. Consulte o site oficial da instituição.

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