Exposição Mulheres de Pedra – Unibes Cultural – São Paulo

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Exposição Mulheres de Pedra – Unibes Cultural – São Paulo

O jornalista e fotógrafo Alexandre Augusto retratou a força e a beleza da mulher nos detalhes da dureza do dia a dia, de quem precisa britar mais de mil paralelepípedos por dia. com a delicadeza de olhos bem treinados.

Ele ficou durante dois anos convivendo com mulheres trabalhadoras de Itatim e Itaetê, municípios da Chapada Diamantina (BA), que quebram blocos de pedras gigantes para sustentarem a família.

Esse trabalho resultou na exposição “Mulheres de Pedra”.

Para sustentarem suas casas, elas quebram blocos de pedras gigantes em troca de R$ 55 a cada mil paralelepípedos talhados.

A exposição “Mulheres de Pedra” é fruto dessa intimidade, que apresenta mais do que a realidade das mulheres cortadoras de pedra: coloca-nos diante de algo que não está apenas nas pedreiras, está na grandeza do feminino.

São 22 fotos em cor – três em formato de painel 2,5 X 1,6 m e algumas em formato de caixas – de cidadãs unidas por um sentimento: dignidade.

Longe de se sentirem exploradas, elas se mostram dignas, altivas e não se esquecem das vaidades femininas.

Os homens, que exercem o trabalho braçal de carregar as rochas nas pedreiras da região, também estão lá.

Alexandre Augusto sobre seu trabalho:

“Meu primeiro sentimento foi achar aquilo tudo uma exploração.

Foi quando uma das senhoras mais velhas da pedreira me disse: ‘Moço, meu pai foi cortador de pedras e eu faço isso desde menina.

Agradeço a Deus todos os dias pela pedra. Foi com a pedra que criei meus filhos.

É com a pedra que hoje eles criam meus netos’”.

E prossegue:

“As mulheres da Chapada trabalham de sol a sol para botar comida na mesa.

Mesa que de noite elas vão arrumar para os maridos e filhos.

É isso que quero mostrar com as minhas fotos.

Foi isso que os meus olhos viram.

A dignidade dessas mães, esposas e filhas.

‘Mulheres de Pedra’ tanto no sentido mais literal quanto no mais poético.

Força, beleza, aridez, delicadeza… tudo junto”.

A exposição “Mulheres de Pedra” é dedicada à avó de Alexandre.

“A mulher mais forte que conheci.

Sertaneja que morou numa colônia rural do Incra, na cidade de Santa Brígida, nos anos 60.

Teve de ficar quase uma década morando longe dos filhos.

Lembrei dela muitas vezes durante esse projeto.

As mulheres têm importância extrema na minha vida.

Além da minha avó, tenho o exemplo da minha mãe.

Viúva que criou os cinco filhos sozinha.

Ela foi mãe, pai, chefe de família.

É mais uma mulher de pedra na minha vida”.

 

Unibes Cultural
Rua Oscar Freire, 2.500 – Sumaré, São Paulo – SP, 01426-001
Telefone: (11) 3065-4333
Exposição: até 9/2/2018 (pausa entre 18/12/2017 e 14/1/2018)

De segunda a sábado das 10h às 19h

Fique atento aos horários, eles podem sofrer alteração. Consulte sempre o site oficial da instituição.

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