Kandinsky: Tudo Começa num Ponto

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Kandinsky: Tudo Começa num Ponto

Kandinsky (1866-1944) pintava música. Ele queria que o público sentisse sua obra com todos os sentidos, em uma imersão. Essa experiência poderá ser vivida no Centro Cultural do Banco do Brasil, na exposição que mostra 39 trabalhos do pintor, pai do abstracionismo, além de trabalhos que revelam as influências dele, como a cultura popular xamânica russa e a juventude passada na Alemanha.

A exposição conta com cinco módulos destacando aspectos como espiritualidade, relação com a música, envolvimento com a teoria e processo artístico.

NASCIMENTO – 1866
Wassily Wasilyevich Kandinsky nasce em Moscou, na Rússia, em 16 de dezembro de 1866. Vindo de uma família rica, estuda nos melhores colégios do país. Desenha desde criança, mas a família queria que fosse advogado.

COMEÇA A PINTAR – 1896
Forma-se, atua como professor de direito e se casa com a prima Anna. Em 1895, visita uma exposição de impressionistas franceses que muda sua visão de mundo. Aos 30 anos. recomeça ao ir morar na Alemanha para estudar pintura.

GABRIELLE, A MUSA – 1900
Na academia de Artes de Munique conhece Gabrielle Münter, uma ousada jovem pintora. Se divorcia de Anna e vai morar com ela. Viajam juntos por toda a Europa, pintando e participando de exposições e de grupos de arte.

CAVALEIRO AZUL – 1911
Gabrielle e Kandinsky se unem a outros abstracionistas para criam o grupo “Cavaleiro Azul” entre eles Franz Marc e Paul Klee. Este é o período mais produtivo da carreira de Kandinsky, quando se aprofunda na técnica abstrata.

DO ESPIRITUAL NA ARTE – 1912
Kandinsky era um teórico por natureza. Ao longo da carreia, escreve três manifestos sobre o próprio modus operandi. O primeiro deles é “Do Espiritual na Arte”, em que destrincha a pintura. Em 1913, escreve um livro de poesias, “Rückblicke”.

1a. GRANDE GUERRA – 1914
Quando a Primeira Guerra Mundial estoura, Kandinsky é obrigado a deixar a Alemanha e Gabrielle. Eles rompem contato e ela guarda os quadros dos cavaleiros azuis. O acervo de 80 obras foi doado à cidade de Munique em 1957.

NINA, A PAZ RUSSA – 1917
De volta à Rússia, Kandinsky se envolve com a política pós-Revolução Socialista. Casa-se com Nina Andreevskaya, filha de um general, e entra para o Comitê de Educação e Cultura. Em três anos, ajuda a fundar 22 museus na Rússia.

BAUHAUS – 1926
O conceito de arte socialista, que pregava o realismo, faz com que Kandinsky volte à Alemanha levando Nina consigo. As obras dele são banidas dos museus soviéticos. Em 1926, torna-se professor da ousada escola de Bauhaus.

PERSEGUIÇÃO NAZISTA – 1931
O modernismo da Bauhaus – que influenciou até Oscar Niemeyer – não era bem visto pelos nazistas. A escola é perseguida em 1931 e cerca de 500 trabalhos de Kandinsky guardados lá são destruídos. Bauhaus foi fechada em 1932.

REFÚGIO NA FRANÇA – 1933
Taxados de degenerados  pelos nazistas, Kandinsky e Nina vão morar na periferia de Paris. Sua pintura adquire tons mais pastéis e ele se isola de colegas de pintura. Vende parte do acervo pessoal a colecionadores, como o casal Guggenheim.

MORTE CALMA – 1944
Kandinsky morre em 13 de dezembro de 1944, em Neully-sur-Seine, aos 78 anos, vítima de complicações de uma arteriosclerose. Um dos mais influentes pintores do século 20, não viveu para ver o sucesso que fez no pós-guerra.

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