O Escultor Fala, Henry Moore

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O Escultor Fala, Henry Moore

O que pensa um escultor do seu fazer artístico?

O Escultor Henry Moore, escreveu um artigo em 1937, e em breves palavras explica esse processo.

“É um erro, para o escultor ou o pintor, falar ou escrever muito sobre sua atividade.

Isso libera a tensão necessária ao seu trabalho.

Ao tentar expressar seus objetivos com exatidão lógica acabada ele pode transforma-se facilmente num teórico cuja obra concreta é apenas uma exposição limitada de concepções desenvolvidas em termos de lógica e de palavras.

Embora a parte não-lógica, instintiva, subconsciente da mente tenha de desempenhar um papel em seu trabalho, ele também tem uma mente consciente, que não está inativa.

O artista trabalha com a concentração de toda a sua personalidade, e a parte dessa personalidade resolve conflitos, organiza lembranças e impede que ele tente caminhar em duas direções ao mesmo tempo.

É provável, portanto, que o escultor possa dar, partindo de sua experiência consciente, indicações que ajudem outros em sua abordagem da escultura, e é apenas isso este artigo tenta fazer.

Não se trata de um exame geral da escultura ou da minha evolução, mas de algumas notas sobre problemas que me preocuparam de tempos em tempos.”

Publicado em “The Listener”, Londres, XVIII, 18 de agosto de 1937

O Espelho da Natureza - Henry Moore
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