Mona Lisa, Leonardo da Vinci

Mona Lisa, Leonardo da Vinci

A Mona Lisa de Leonardo da Vinci é provavelmente a pintura mais famosa do mundo. Está no Museu do Louvre, em Paris, protegida por um grosso vidro à prova de balas.

O quadro é surpreendentemente pequeno; contudo, há quase quinhentos anos a Mona Lisa, vem inspirando poemas, canções, pinturas, esculturas, romances, mitos, boato, releituras, falsificações e roubos, e hoje em dia seu rosto aparece em incontáveis anúncios comerciais no mundo inteiro.

Quando foi exibida pela primeira vez, considerou-se que ela trouxe uma nova dimensão de realismo e veracidade à arte da pintura. Como disse o artista e biógrafo Giorgio Vasari, “… sua boca, unida à coloração de carne do rosto pelo vermelho dos lábios, parecia a de um ser vivo e não de uma pintura.. Olhando para a garganta, se pode jurar que o sangue ali pulsava…”.

A paisagem rochosa é um elemento muito apreciado pelo artista, que a utilizou com frequência  – em especial em outra obra-prima, A Virgem dos Rochedos (1483-85). Ele tinha especial fascínio pelo movimento das águas.

Olhe com atenção e você verá que há duas paisagens ao fundo. O horizonte na paisagem da direita é mais alto, visto de cima; não há como este cenário conectar-se com o da esquerda, que oferece um ponto de vista mais baixo. O lugar onde as duas paisagens teriam de unir-se está oculto atrás da cabeça de Mona Lisa.

Os cachos do cabelo caindo levemente sobre o ombro direito da Mona Lisa se fundem com as rochas, assim como as dobras diáfanas do xale no ombro esquerdo continuam na linha de um distante aqueduto. O contorno esfumaçado que se mescla com o misterioso fundo dá ambiguidade ao clima e cria a ilusão de movimento, que dá a esse quadro uma estranha sensação de vida.

Em ambos os lados, na altura do cotovelo esquerdo da Mona Lisa, há figuras estranhas sem nenhum objetivo aparente. Contudo, elas mostram que a pintura originalmente era ladeada por colunas dos dois lados, para reforçar a ilusão de que a Mona Lisa está sentada num balcão. O painel original foi cortado de ambos os lados e as colunas retiradas.

Rafael Sanzio, pintor renascentista italiano, teria feito um desenho depois de ver a obra de Leonardo, reforçando a teoria de que originalmente havia colunas de ambos os lados do quadro.

Por que não há sobrancelhas? A explicação mais provável é que Leonardo colocou as sobrancelhas como um toque final na tinta seca do rosto, mas a primeira vez que o quadro foi limpo (talvez no século 17) o restaurador usou um solvente impróprio e as sobrancelhas se dissolveram para sempre.

O próprio Leonardo descreveu o olho como “a janela do corpo humano, através da qual ele espelha o seu caminho e traz para o nosso desfrute a beleza do mundo, pela qual a alma se concentra em ficar na sua prisão humana”. Será que os olhos da Mona Lisa expressam uma sabedoria sobrenatural?

Qual é o segredo do sorriso da Mona Lisa? Nunca saberemos ao certo, mas as duas paisagens têm algo a ver com isso. A paisagem da esquerda atrai o olho esquerdo para baixo, enquanto que a paisagem da direita atrai o olho direto para cima. Este jogo visual de atrações opostas se encontra no centro da Mona Lisa e faz com que o olho “veja” um ligeiro tremor nos cantos da boca. É esse tremor que dá a impressão de que ela está prestes a irromper num sorriso mais aberto.

A pose relaxada e informal de Mona Lisa foi uma das inovações introduzidas por este retrato. Em comparação, todos os retratos anteriores parecem rígidos e artificiais.

As mangas foram pintadas num estilo nítido e bem definido, com contornos relativamente fortes, coerente com o estilo dos trabalhos anteriores de Leonardo. Contudo, o pano sobre o ombro de  Mona Lisa foi pintado num estilo muito mais suave, semelhante ao das obras posteriores do artista. Isso sugere que Leonardo trabalhou neste quadro por um considerável período de tempo; é possível que só tenha concluído em 1510.

Note o belíssimo formato das mãos – um dos muitos triunfos deste quadro. As mãos estão inteiramente relaxadas, acentuando assim a suave majestade da figura representada.

A mulher retratada sempre foi chamada de Mona Lisa, isto é, Madonna Lisa di Antonio Maria Gherardini, esposa do rico cidadão florentino Francesco del Gioconda, que em 1503 encomendou a Leonardo um retrato de sua jovem esposa. O quadro também é chamado La Gioconda. Não se sabe ao certo, porém, se o inquieto Leonardo chegou a terminar a encomenda. É provável que a pintura tenha começado como um retrato da esposa do nobre, mas acabou se tornando algo muito maior – a imagem da ideia que Leonardo fazia da beleza perfeita.

Mona Lisa, c. 1505, óleo sobre madeira, 77 x 53 cm, Leonardo da Vinci, Museu do Louvre, Paris.

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